Page 22 - Vida académica!

Diz-se que vida de estudante
Por vezes pode ser dura
Mas é gratificante 
Pois o que se aprende perdura 
E o saber não ocupa lugar
E aprender é não deixar-se ficar!

Todavia, universidade não é só trabalho! 
É também saber "brincar", ser solidário e sociabilizar!

Logo nos primeiros dias aprendi que "O caloiro é solidário!" 
E o primeiro ano terminou!
Um ano de mudanças, adaptações e de folia à mistura!
Houve muito estudo, trabalho, mas, também, festa e brincadeira. 
E, como não podia deixar de ser, a música não faltou:
"Eu sou estudante e preciso de beber,

juro e jurarei beberei até morrer 
e quando morrer não quero choros nem gritos, 
quero na cabeceira um garrafão de cinco litros!"

Com bebida ou sem bebida, lá cantavam os caloirinhos:
"Ainda agora aqui cheguei mil veteranos eu já amei"
E, amando ou não, mas sempre respeitando, lá se "enchia" umas...


Os anos passaram e, chegada à meta, ouve-se e canta-se novamente, mas com um significado especial, o "eu louvarei os veteranos", "vivo para o álcool" e todas as outras canções, assim como, a famosa frase "a praxe é fixe e o resto que se lixe!"
A praxe não é tolice!
Ajuda o novo aluno na sua integração no meio académico e, ainda, a manter-se em forma! 
Praxe não é um "bicho papão". 
Fiz, sobrevivi e "revivi" ao escrever este pequeno texto, pois muito está a passar por esta cabeça.
Podia mesmo escrever muito mais sobre o assunto, mas, este assunto diz respeito aos valentes que entram no espírito!
Bem haja queimantes e restante comunidade praxante!
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Page 21 - O dia de uma mulher!

Batom encarnado
Sapato envernizado
Mala a condizer
Beleza para dar e vender

Eis a sua bagagem
Para a longa viagem
Que é o seu dia a dia

Não pára por um segundo
Percorre, se preciso, meio mundo
Por onde passa encanta
E parece que nunca se cansa

Tem uma força incrível
E, por vezes, uma fúria temível
É mulher...
É o que quer!
©
...







































Pois não, na foto não são sapatos envernizados...
São botas!!
Mas não deixam de ser giras e fantásticas...
Também queres umas?
Adquire na Ginova Sapatarias :)
Mima-te... És mulher! :)

Page 20 - Nostalgia!

Hoje estou assim... Nostálgica! 

(Re)Publico então o que publiquei à 3 anos atrás:

"Já se passaram 3 anos...
Parece que ainda ontem começou.
No entanto, já se acabou!

Fizeram-se planos
E o tempo passou
e agora reparamos
que a licenciatura terminou!

Muitas fitas se assinou
Algumas amizades ficou
Mas, como sempre digo:
"Melhor que um projeto com VAL positivo
é fazer e MANTER um bom amigo"

Porque o VAL é fácil de calcular
mas um amigo é difícil de achar!"


Dedicado a todos os finalistas, especialmente os deguistas! :) 

Page 19 - ORVI's, quedas e mais quedas!

A miúda além de detestar filarmónicas também não é nada fã de desporto, e muito menos de futebol (e lá tem os seus motivos)!
Sempre que passa pela zona do campo de futebol da escola acaba sempre por cair ou levar uma “bolada” (e então quando a sua "paixão" está presente e assiste à cena claro que só piora a situação).
Aquilo na escola funciona assim: uma tem mel e atrai os "babões" todos (e faz por isso e gosta de mostrar e gabar o número de "babões" que tem, pois, afinal adora ser "apaparicada" [vai acabar trabalhando na Paparoca!]) e a  outra nunca se percebeu o que tinha que atraia sempre ORVI’s (Objetos Redondos Voadores Identificados!).
São bolas de futebol que vão em cheio na sua direção, bolas de ténis e até mesmo de basquetebol! Ela não pode passar junto de nenhum dos campos que atrai logo todos estes ORVI's e, claro, muitas vezes leva a brutas quedas!
Uma vez até, a miúda viu a sua vida ficar demasiado laranja! Zás! Aquele ORVI super duro que usam naquele "jogo dos/as altos/as" em cheio no nariz! (Mas como é ela não faz mal. Agora se fosse a C. chamavam ambulância, bombeiros e sabe-se lá mais o quê!) É mesmo para querer distância de tudo o que seja desporto que envolva ORVI’s, e até mesmo de campos! 
E para melhorar a situação, há os IDIOTIS, os colegas maldosos que adoram empurrar a menina bancada a baixo ou, então, quando a apanhando em pé distraída, debruçar-se fazendo imensa força sobre a mochila (que de si já era pesadíssima, quase do peso da menina magrinha e miudinha) o que resulta em menina deitada no meio do campo/recreio!
E são assim os intervalos... Uma folia, "festa na aldeia" e a menina é sempre a que cai, é sempre a que faz "figura feia"! 
E como não há duas sem três, a acompanhar os ORVI's e os IDIOTIS, há as Cabriotis. A tal menina C. que adora rir feita parva e humilhar a miúda perante a sua "paixão", "paixão" esta que faz questão de "roubar" e usar como se fosse um troféu! Mas o planeta dá muitas voltas, um dia tudo mudará e, como se costuma dizer, quem ri por último ri melhor! 

Page 18 - Happiness, where are you?

Para ser feliz
É preciso sofrer
Para se estar bem
Primeiro tem de doer
Aquele que sente a dor
É que sabe dar valor
Aquele que chora
É que sente a glória
Aquele que luta
É que goza a vitória
De uma longa disputa
De uma triste história

Feliz seja um dia quem hoje chora
Felicidade chegue a quem implora
Feliz seja quem não tem medo
Feliz seja quem não tem segredo
Feliz seja quem é sincero
Feliz seja quem é verdadeiro
Feliz seja quem é honesto
Neste mundo derradeiro
Neste mundo funesto

Felizes os que adoram
Felizes os que amam
Deus nosso pai
Que força nos dá
E a tristeza se vai

Fica uma sensação de alívio
Fica uma sensação de bem-estar
Quando se vê Deus em todo o sítio
Tem-se forças para lutar!

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Page 17 - Together!

Sei que somos diferentes
Mas também ninguém é igual
Existem diversas mentes
E umas só pensam no mal

Mas juntos podemos tentar
E conseguir o mundo mudar
Construir um mundo melhor
Onde reine a paz e o amor

Um mundo sem ódio nem guerra
Um mundo de felicidade
Juntos mudaremos a Terra
E viveremos sem crueldade

Juntos temos o poder
Para o mal vencer
E em paz poder crescer
E em liberdade poder viver

Porque apesar das diferenças
Acabamos todos por ser iguais
Cada qual com suas crenças
Mas com os mesmos “pais”

Filhos da Mãe Natureza
Filhos do Pai Criador
Que criou toda esta beleza

Que espalhou o amor

Dia Mundial da Terra!
Cuidemos bem dela!!! ;) 

Juntos temos o poder!!! 

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Page 16 - Sons da vida!

De um silêncio profundo
Surge uma variedade de sons
Surge um cantar mudo
Cantado em diferentes tons

Esse cantar perdura
Repetindo seus refrões
Pois nem mesmo a amargura
Resiste a estes sons

Sons de serenidade
Chamando a felicidade
No tempo do não tempo
Onde tudo é uma questão de tempo

Contraditório como a vida
Mas certo como a morte
Essa alma esquecida
Procurando sua sorte
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Page 15 - O fim da perseguição!

E depois de pesquisas e perseguições e encontros e desencontros, a miúda decidiu agir!
Acabaram-se as perseguições e pesquisas! Encheu-se de coragem e meteu conversa com E. (o presumível “gémeo do Xavier”). Falaram imenso: sobre a escola (até sobre o tal prof com ar muito severo [porque descobriram que ambos eram alunos dele], que se tinha tornado o prof preferido da miúda), sobre seus hobbies, etc.
No entanto, com o passar do tempo cada vez havia menos assuntos para se falar o encanto que a menina tinha pelo “Xavier” começou a desaparecer, até porque ele não era o Xavier!
Mas o desaparecimento do encanto não foi por falta de “ajudas” das colegas. Sim, era uma “festa” para elas o tentar juntar a miúda a alguém, e, claro que E. na altura era esse alguém. Quando viam E. vir ao longe, de repente, os lugares eram todos ocupados e estranhamente ficava só um livre, precisamente ao lado da miúda. E, como se não bastasse, quando E. se sentava no dito lugar, alguém tinha a brilhante ideia de mudar de lugar e ir sentar-se ao pé da miúda empurrando-a para junto do E.! Por vezes, ficava ela “à laia” de sardinha enlatada entre ele e alguma das “ajudantes” enquanto se jogava as cartas. Era a forma de passar tempo (intervalos, almoços e “furos”) e de manter os 2 grupos juntos, E. e seus colegas de turma e o grupo da miúda e suas colegas de turma, tornando-os num só grande grupo! (E que grupo!) E, como dizia o E. “não é preciso saber jogar às cartas, é atirar uma para a mesa e já está”. Lá sentido de humor tinha ele! Não interessava jogar para ganhar, mas, sim, jogar para divertir! 
Provavelmente, foi este sentido de humor que atraiu a C. (C. de careca!). C. era a rapariga com a mania de querer ser sempre o centro das atenções. Queria os rapazes todos para si. Mal sabia ela onde se estava a meter dessa vez! The wrong guy! Assim que a miúda se apercebeu que E. era uma das suas presas (sim, tinha muitas!), uí!
E por falar em “presas”, um dos amigos de E. era bem engraçado e pelos vistos inteligente! Foi dos poucos que não caiu nas “garras” de C. No entanto, tinha um certo interesse por uma das colegas da miúda mas a “burra” deu de “coice”. Era parecida à C., mas mais seletiva. Adorava dar “de coice” e fazê-los parecer cachorros atrás de si (usava, abusava e deitava-os fora!). (Enfim viesse o diabo e escolhesse uma das duas! Até porque não interessam nada para a história!) Mas desde que a dita "burra" (para não chamar outra coisa) não se metesse com E. tudo bem. Agora a C…. Ui essa estava a caminhar para uma estrada perigosa, estava a aproximar-se um futuro nada “cabeludo”.
E foi assim… Perseguições, cartas, anedotas, histórias e vontade de “arrancar” cabelos, de deixar meninas “Chico-espertas” carecas! (O C. sem duvida até que assenta muito bem! C. de careca, de Chico-esperta… E mais não digo!)

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Page 14 - Aquele olhar, "Xavier"!

Foi a miúda colocar o lixo à rua e de repente passa uma moto bem perto dela, assustando-a. No entanto, mais do que assustada, fica parva! Parecia ele, o dono dos tais olhos! O tal que apesar de não saber o seu nome “cismou” que tinha cara de Xavier. E assim o baptizara, Xavier, o dono daquele olhar!
Nisso um cheiro a queimado interrompe seus pensamentos:
- Bolas! Queimou-se-me o arroz! Não acredito. Logo a "lengalenga" do costume “estou sempre a dormir e blábláblá". Que chatice! Acaba-te verão!
Rapidamente (ou não) acabou a dita estação. E, passados cerca de dois meses, está a miúda à procura do seu horário no meio de tantos afixados e eis que no meio da multidão alguém lhe parece familiar.
- Não acredito! O Xavier! Que faço agora? Será que se lembra de mim?
Mas, no meio de tanto nervosismo perde-o de vista de novo (como há 2 meses atrás). De repente, alguém lhe toca no ombro e ela com coração a 1000 à hora espera que seja ele. Mas não! Que desilusão.
- Ah… És tu. («Com tanta gente e tinha de ver-te logo a ti», pensou ela) Ia agora mesmo embora. Tem muita gente mais logo vejo. – E afasta-se a pensar naqueles olhos que a miraram de alto a baixo há 2 meses atrás! E que já nem se recordava deles! – Como me pude esquecer daquele olhar! – Sussurrou. – E lá o perdi de vista de novo. E além da desgraça vinha o desmazelo! Credo em Cruz! É que se não fosse chato como a potassa… Até que também tem uns olhos lindos. Mas bolas que lapa! Antes pensar no Xavier! – E nisso vê de novo a tal pessoa e repara que afinal não é o Xavier! – «Bolas! Ia jurar que era ele. Como é possível? Será um irmão gémeo?» - Pensou - «Tenho de descobrir quem é!»
Passados uns dias, começam então as aulas. Ano novo, turma nova, tudo novo! 
Como se isso não bastasse, a primeira aula não foi muito “recetiva”. O professor tinha ar demasiado severo e os alunos saíram de lá de “cabelos em pé”.
No entanto, as coisas foram-se compondo. Rapidamente a miúda meteu conversa com os novos colegas, começou a fazer novas amizades e passadas umas semanas já tinham o “seu sítio” onde passavam os intervalos e horas de almoço. 
Para espanto da miúda, o tal que parecia ser o Xavier começou a frequentar o mesmo sitio que ela e suas colegas.
- Porque tanto olhas para aquele grupo? – Perguntou-lhe uma das colegas.
- Porque aquele rapaz é tão parecido com um que vi este verão numa festa. Caramba! Será irmão gémeo?
- Isso não sei, pergunta-lhe! – Sugeriu a colega, mas, nisto, toca para a entrada e vai cada grupo para a sua sala.
No intervalo seguinte eis de novo para o mesmo sítio e, para confundir ainda mais a cabecinha da menina, o presumível “gémeo do Xavier” começou também com uns olhares para ela que a baralharam toda.
Os olhares continuaram nos dias seguintes, até que, a miúda decidiu “por mãos à obra”. Fez umas pesquisas e conseguiu descobrir o seu nome e não, não era Xavier!  Mas queria descobrir mais, estava curiosa. Continuou as pesquisas e até houve algumas “perseguições”, mas o raio do rapaz parecia mesmo o Xavier! Num instante desaparecia, deixando a miúda “danada”, sendo que, numa das vezes que desapareceu, ao fim de uns minutos aparece-lhe à sua frente, para espanto da miúda. 
Era já tempo de acabar com a brincadeira das "perseguições", pois, pelos vistos, ele já se tinha apercebido de tal e, além disso, a brincadeira começava a espalhar-se e tornar moda, visto que uma das colegas da menina achou piada e quis fazer o mesmo, levando-a de arrasto… Sim, de arrasto! Puxava-lhe pelo braço e lá tinha a miúda de perseguir um alvo que não era o seu!

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Page 13 - A miúda que detesta filarmónicas!

Chegou o sol! Viva o bom tempo! Sê bem-vindo, verão!
É o último dia de aulas, uma festa! Estão todos felizes. E aquela menina ali está mesmo triste porquê? É a única que detesta o último dia de aulas. É a única que detesta férias.
Férias para ela é sinónimo de dias aborrecidos e de solidão. Férias para ela é de vez em quando sair para ir às festas das freguesias vizinhas. Ver procissão umas cinco vezes, em sítios diferentes, e depois casa!
E eis que está ela numa destas festas…
- Qual é essa banda que está a apresentar-se? – Pergunta-lhe D.
- Sei lá! – Responde a miúda com ar aborrecido - Achas mesmo que estou atenta? Já devias saber que não me interesso por filarmónicas. É mais do mesmo. Parece vira o disco e toca o mesmo! («Quem me dera estar noutro lugar!» pensou «Que tédio!»)
 - Olhem só quem é ele! – Exclama D. todo entusiasmado. – Ei Q., aqui!
- Menos D., please! Que vexame, não é preciso tanto! – Pede a miúda envergonhada com o “show” mas contente por ver Q. («Pelo menos esta banda tem algo para “alegrar as vistas”»! – Pensa ela). Nisto, a filarmónica já acabou a sua peça e Q. aproxima-se.
- Então D. não sabes que é má educação assistir à procissão de boné? – Brinca Q.
- Mas o guião ainda nem saiu! – Responde-lhe D. – E já chegaram as bandas todas? Não me parece.
- Não interessa D. – E com isto afasta-se e volta para o seu lugar para começar a tocar.   
- Vou me sentar junto do coreto! – Informa a miúda (que já tinha visto o que lhe interessava e agora o resto era mais do mesmo!).
Está ela então sentada quando de repente é “invadida” por uma sensação de estar a ser observada. Olha para os lados e quando olha para a frente seus olhos se deparam com uns olhos a olhá-la muito fixamente. A miúda fica “desnorteada” e neste preciso momento uma das crianças que brinca às escondidas e às apanhadas agarra-se à manga da blusa dela de uma forma que a desequilibra e quase vão parar as duas ao chão! Como se não bastasse aproxima-se D. que pergunta:
- Ei miúda, como é que fizeste esse rasgão?
- Onde? – Pergunta a miúda toda a trapalhada e a pensar que mais lhe irá acontecer. E os tais olhos sempre a “mirá-la”.
- A tua manga! Não me digas que ainda não tinhas reparado!
- Bolas! Deve ter sido um dos miúdos que estão aí na brincadeira que lembrou-se de me agarrar e olha a blusa como é fina foi este o resultado. – Responde a miúda.
- E outra coisa, já reparaste naquele rapaz que ainda não te tirou olhos de cima? Às tantas ele já reparou nessa manga.
- Pois deve ser isso! – Responde a miúda já a ficar desconfortável com toda a situação.
- Bem vamos então comer um gelado e vamos embora. – Sugere D.
- Já? Então dessa vez não vais querer voltar a ver a procissão mais umas quatro ou cinco vezes? – Reclamou a miúda que queria ficar e descobrir quem era o dono daqueles olhos que continuavam a observá-la. – Que admiração. Não queres ver de novo o Q.?
- Que admiração digo eu! Tu ficas sempre aborrecida de ver e ouvir sempre o mesmo! E o Q. eu vejo-o todos os dias.
Mas a miúda já não estava a ouvir, pois, de repente, do nada, o dono daquele olhar arrebatador desapareceu!  
- Vamos embora então! – Responde a miúda a pensar «Não sei porquê ele tem cara de Xavier! Mas pelos vistos não irei saber se é mesmo Xavier ou não o nome dele».
Chegado ao carro eis que do outro lado da rua, uma vez mais frente a frente, está o “Xavier”. Ambos entram para os respetivos carros mas sempre de “olhos postos” um no outro. 
Infelizmente, os carros seguem direcções opostas.
Chegado a casa a miúda continua a pensar naqueles olhos e se algum dia os voltará a ver!

Será, como sempre, apenas mais uma história que ficará na memória? É que dessa vez nem o nome dele ela soube. Mas fica então batizado por Xavier! 

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Page 12 - Caminhada da vida!

A vida é uma caminhada
fácil ou difícil, depende da estrada.
A vida é uma caminhada
alegre ou aborrecida, depende da companhia.
A vida é uma caminhada
com momentos maus e outros de alegria.
A vida é uma caminhada
rápida ou lenta, mas nunca parada!
A vida é uma caminhada
Só temos de escolher o rumo certo
Pois a vida é uma caminhada
e, por vezes, há becos sem saída.
Mas a vida é uma caminhada
e podemos sempre voltar à estrada
podemos seguir outro caminho
Porque a caminhada da vida
deve ser feita com carinho.
Pois a vida é uma preciosa caminhada
que não deve ser desperdiçada
que deve ser bem aproveitada!

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Page 11 - Am I invisible?

Am I invisible?
Or are you a blind man?
I've been comprehensible
But then
I understood
I've been like a fool
So far so good...

And now I'm thinking
the only blind here
were just me
you were playing with me
and the only thing I did
was to forgive
Forgive all disdain
Forgive all mockery
and offence
Forgive your distance
your indiferrence
your arrogance
and cruelty

I'm disappointed with me
of being a blind so longer
of not understand sooner
you were making use of me
of my ingenuousness
of that love I felt for you
you brought me unhapiness
you destroyed my own esteem
you left me down
And I felt so blue
'Cause the love I felt for you
was so true
And all I received from you
was your contempt
and disrespect

But now when I look back
I see how I grew up
However there is a track
That shows all your knack
to tear to pieces a heart!

Escrito há uns anos, ao som de "Mr President" de Pink!
E o "Mr President" passou a ser cantado como "Am I invisible?"

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Page 10 - Moon's kiss

E porque hoje é o dia do beijo, e o tempo continua "chorão",
fui buscar uma relíquia própria à ocasião:

Olhei para o céu e vi
a lua estava a sorrir
ara uma estrela muito distante
por dentro a explodir

A explodir de alegria
a explodir de amor
a brilhar todo o dia
e a transmitir calor

O sorriso da lua
era um beijo de despedida
naquela estrela nua
no cosmos perdida

De repente, começou a chover
mas era apenas a lua a chorar
pois vira desaparecer
a estrela que tanto tenta alcançar

A chuva prosseguiu
até o sol nascer
e só assim se conseguiu
fazer a lua adormecer

©

Page 9 - Lágrimas de Domingo

E porque hoje o domingo está “chorão”!

Lágrimas derramadas
Lágrimas de dor
Lágrimas desesperadas
Lágrimas de amor

Lágrimas de desejo
Dum beijo inexistente
Lágrimas que só eu vejo
Correndo continuamente

Lágrimas que caem
Muito silenciosamente
Lágrimas que correm
A todo o momento

Lágrimas de dor
Lágrimas de amor
Lágrimas de querer
Lágrimas de não ter

Lágrimas de paixão
Olhos molhados de tormento
Chora também o coração
Num profundo sofrimento

E tu domingo, as tuas “lágrimas” são de quê?
©  

Page 8 - Jena Lee Portuguesa

Relendo textos antigos, eis o que descobri:

Parle avec moi

Parle sur la vie
Parle sur toi
Parle mon ami 

Aide moi

Je ne sais rien pas sur toi
Je suis isolé
Je vivre dans mes rêves 

Se pintasse o cabelo de preto ainda passava por Jena Lee.



Parecidas? Ou nada a ver?
Mas ela boquiaberta ficou.













E dos meus mini versos com mais de 10 anos gostou!

Outra relíquia com a mesma idade:

Gostava de ser um pássaro
Para poder voar
Sem rumo, sem direcção
Sem nada a atrapalhar

Se eu tivesse asas 
Voava sem  parar
Voava sobre as casas
Voava sobre o mar 

Se eu fosse um pássaro 
Voaria por entre os vales
Atravessaria rios e mares
E alcançaria o céu.

Se pudesse voar
Voaria para os teus braços
Para te abraçar 
E receber teus abraços
Para te beijar carinhosamente 
E ficar contigo eternamente 

Irá este sonho se concretizar?
Por agora só me resta esperar
Que chegue a hora de se realizar!  


Bom fim de semana! 
Haja boa disposição! 

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Page 7 - Paixão que afoga?

Costuma-se dizer que o segredo é a alma do negócio e a inveja mata. Realmente desde que a menina contou a sua história da “bertinha” nunca mais viu o dito-cujo “Ai jesus”.
Bem tentou, mas parece que ele evaporou! 
Houve um dia até que mesmo sob aquela chuvinha miudinha “molha-tolos” a miúda esperou pela “bertinha” mas nada. Desapareceu do mapa! Mas ao menos o nome dele ela chegou a descobrir. Ai não era?
E os dias passaram, a chuva se foi, o verão começou, as aulas estavam a terminar e, antes que fosse cada um para seu lado, uma ida à piscina foi combinada.
Entre A, B e C, tudo “malta” conhecida, aparece G., amigo de B. (Diga-se já que um giraço daqueles não passou despercebido. Era daqueles típicos para “paixões platónicas”.) E estão todos dentro de água na brincadeira enquanto a menina os observa sentada na sua toalha.
De repente alguém tem a (in)feliz ideia de jogar ao “empurra”. O jogo consistia em 2 pessoas, às cavalitas de outras duas, se empurrarem mutuamente até uma cair à água, tornando a outra vencedora. A menina que era pequena e leve foi logo a eleita para ir para as cavalitas. Com medo de ir à água, e depois de muita insistência de todos, lá foi ela. Foi para as cavalitas de quem? Precisamente, do G.!
E começou o jogo! "Empurra para cá", "empurra para lá" e eis que a adversária cai à água. Todavia, por motivos não apurados, o G. desequilibra-se e lá vai a vencedora à água também! Agora é que se entornou o caldo! Desgraça quase feita!
Muito aflita, a menina queria voltar à superfície e, sem se aperceber, com o pânico, agarrou-se ao pescoço de G. a ver se não ia ao fundo.  Pobre giraço! Quase se viu afogado!
Todos já nas suas toalhas, está a menina muito envergonhada a pedir desculpas pelo sucedido, mesmo estando G. bem e tendo dito que “não fazia mal”, ela sentia-se mal. Afinal quase que a beldade se afogava!
E não houve mais brincadeiras, pelo menos dentro de água. Mantiveram-se nas toalhas a conversar e a rir e, muito antes do sol se pôr, foi cada um para seu lado.
Nunca mais a menina viu o G.! Bem tentou obter algum contacto dele e falar com ele, mas, segundo B., ele estava bem e era apenas isto que dizia.
Uma vez mais, apenas ficou o nome e mais uma história “vexatória”! (Salve seja!) 

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Page 6 - Reflexão

Pensamos que temos a vida na nossa mão
Mas ninguém a consegue controlar
Pensamos que há sempre uma razão
Mas muitas vezes cá estamos só por estar!

Pelo facto de estar hoje aqui,
É errado pensar que por cá continuaremos amanhã!
Porque a vida é rara
A vida é escassa
O tempo não pára
E a nossa vez passa

Um dia morreremos
Para dar lugar a outro ser
E mesmo já quando nascemos,
Sabemos que nascemos para morrer

Pois a vida é rara
A vida é escassa
O tempo não pára
E a nossa vez passa

E assim é a Natureza
Assim é o Universo
Um dia acabará a beleza
Mas para sempre ficará este meu verso!

E porque nem todos os dias são propícios para imaginar e contar histórias de cabeçadas e de maratonas atrás de “bertinhas”, hoje (e para contentar a todos os leitores deste meu diário secretíssimo) decidi remexer algumas das minhas “relínquias” e, como há aqueles dias menos alegres (dias para esquecer!), aproveita-se para refletir!

Ninguém ficará cá para semente
Cresçam e tornem-se gente
Deixem de preconceito
Nada nem ninguém é perfeito
Estamos cá só de passagem
E a perfeição é só miragem!

E podia ficar o resto da noite a escrever.
Este assunto que tem “pano para mangas”!
Mas a linha está cara!
E não são horas de coser!

E já que estamos numa de ditos populares:

“É preciso é saúde e força nas canelas!” 

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Page 5 - A rapariga que corre mais que a “bertinha”!

Numa das muitas horas de almoço em que a (já mencionada) menina passava-as sozinha na escola (ou porque os restantes colegas iam almoçar a casa ou porque estavam a namorar, whatever!), estava ela aborrecida a passear ali nos arredores da escola quando, de repente, plim!, a brilliant idea!
Havia um sujeito mais velho (mas não muito) que era o “aí jesus” de algumas das meninas da turma e, digamos, a menina em questão tinha olhos na cara (e continua a ter, supostamente) e, quiçá, até bom gosto, diga-se de passagem.
Passa a famosa “bertinha” e ela vê, nem mais nem menos, o “aí jesus” na dita-cuja. Ela que já estava farta de estar às voltas e nada de passar a hora decidiu “embarcar” numa viagem sem destino, mas com uma “paisagem” linda! (Viagem que veio a ser alvo de muita inveja posteriormente!)
Subiu então a bordo, toda contente e tal, mas, às tantas, os olhares do dito-cujo “aí jesus” a deixaram meia atrapalhada e, para disfarçar, desceu logo na próxima paragem da “bertinha”.
Olha para cima e olha para baixo «Agora é que está bonito! Vim apreciando a “paisagem” e não faço a mínima ideia de onde estou.» Pensou a menina perdida algures numa cidade não muito grande. Mas, eis mais uma ideia brilhante daquela cabecinha pensadora: «A “bertinha” vai voltar ao mesmo sítio, então, ´bora segui-la» e, como ainda conseguia avistar a “bertinha”, começou a correr, que nem Rosa Mota, atrás da dita-cuja. Para sorte dela (porque correr atrás da “bertinha” não era fácil) ao virar da esquina já começou a ter uma ideia de onde estava e, já ia “bertinha” longe, seguiu viagem mais calmamente até à escola.
No entanto, a hora voou enquanto ela se aventurou na viagem e “Aí jesus, tenho de correr de novo se não vou-me atrasar!” E assim foi. Correu rua abaixo, virou na outra, entrou na seguinte e eis escola à vista.
Mas, como uma “desgraça” nunca vem só, para sua surpresa e vergonha, na altura que está a chegar à escola passa a “bertinha”. Pobre menina, tanto que quis disfarçar e agora o olhar dele parecia perguntar: «Ei miúda és aquela que desceu lá em cima tão longe ou és a irmã gémea?» Ela só queria um sítio para se esconder!
Chegado ao pé da sala de aula, já estava quase toda a turma e estranharam a menina pontual chegar quase em cima da hora. O seu ar cansado não lhe permitiu responder às imensas perguntas que surgiram do seu “quase” atraso e do seu ar cansado como se tivesse corrido a maratona (e provavelmente o fez!).
Quando finalmente recuperou o fôlego, e após sair da sala de aula, explicou a sua viagem alucinante, o que despoletou em uns gargalhadas sem fim e a umas uma inveja louca de não terem tido essa ideia/coragem.
A história se espalhou e durante uns dias a menina era «aquela tal que corre mais que a Rosa Mota e até ultrapassa “bertinhas”».
Haja alegria! E haja saúde!
(É o que é preciso!)

©

Page 4 - Era uma vez...

Era uma vez, então, uma menina que queria ser grande! 
Todavia, infelizmente, não comeu danoninos suficientes e não atingiu a altura que queria. Mas, como se costuma dizer, mais vale ser uma mulher pequena e grande mulher do que mulher grande mas pequena mulher, se é que me faço entender.
Além disso, há a vantagem de não se andar por aí as cabeçadas, nomeadamente em semáforos! Sim, já assisti a uma cena dessas. Ia lá o sujeito a teclar e pumba o semáforo foi ao seu encontro! Sim, sou testemunha, a culpa foi do semáforo! O sujeito estava a andar calmamente enquanto teclava. O semáforo é que não se desviou e pronto deu-se o acidente.
Mas voltando à história, e porque a tal menina já está na escola, as crianças conseguem mesmo ser muito cruéis e o que fazem pode marcar a vida da pessoa para sempre! A esta menina aconteceu… Os constantes maus tratos pelos colegas, desprezos e a imensidão de nomes pejorativos que a menina recebeu ao longo do seu percurso escolar marcaram-na de uma forma que estas crianças (que provavelmente já serão adultos [pois relembro que houve um retrocesso de alguns bons anos, tipo os filmes e novelas quando diz “anos depois”, mas nesta história diz-se “anos antes”, há que ser diferente!] – e digo provavelmente porque muitos podem continuar as mesmas crianças cruéis estúpidas, mimadas e que acham que tudo cai do céu) nem imaginam!  
Contudo, assim como nem tudo o que luz é ouro, no meio de tanta desgraça há sempre quem sobreviva (ou então pensemos que enquanto uns choram, outros enriquecem a vender lenços de papel).  
Esta menina, apesar de tudo, sobreviveu e lá conseguia fazer das suas. Ah que marota! Era uma menina incrível, arranjava sempre forma de dar a volta por cima e muitas vezes se viu em situações caricatas. Apesar de tudo, lutava para estar bem, mesmo que para isso tivesse de passar por alguns inocentes “vexames”. Mas isto agora... São cenas do próximo episódio! Ups! Capítulo, ou melhor ainda, página!
  
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Page 3 - The beggining!

Ao início tudo brilha
Ao início tudo luz
Depois vem a mentira
Torna-se tudo uma cruz

Ao início tudo é bonito
Ao início tudo é belo
Juras até ao infinito
Amor puro e singelo
Depois complica
E a paciência não estica

O castelo se desmorona
Perde-se a poltrona
Lá se foi a princesa
Deixou de ser da realeza!

Todavia, a história que se irá relatar teve o seu começo há mais de duas décadas atrás, quando, num dia como os outros, deu-se mais um (de entres muitos que há diariamente) nascimento. 
Nasceu um bebé aparentemente normal, salvo o facto de não ter dado o famoso primeiro choro, para preocupação da mãe diga-se já! Tal falta de choro já seria sinal de algo? 
Seria sinal de vir a ser uma pessoa forte? Sem emoções? Sem sentimentos? Com problema de tal modo grave que pura e simplesmente nem reagia? 
Mas não, pelo menos na altura, e segundo consta, era um bebé "normal", saudável, com peso regular e blábláblá. Parecia mesmo apenas "mais um bebé" nascido naquela data que não tem nenhum interesse e nem é necessária a sua menção. 
E este bebé cresceu. Uma criança normal, não muito magra, não muito gorda, mas com umas bochechas fofas. Era baixinha, isso sim, e seu sonho era ser alta que nem uma jogadora de basquete (o que queria era mesmo só a altura, não o desporto em si). 
Foi para a escola... E aí sim começará a história!

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Page 2 - Who Am I?

Quem sou eu?
Não me conheço,
não me sei definir!
Por vezes esmoreço,
outras vezes só apetece rir...
Não consigo decidir!

Quem sou eu?
Por vezes sinto que sou quem sou,
outras vezes nem sei que aqui estou,
porque aqui estou nem o que se passou!

Quem sou eu?
Alguém super imperfeito
e com imensa dor no peito
mas alguém fascinante
que segue sempre em diante!
Que tem medo de arriscar,
mas adora se aventurar!

Quem sou eu?
Sou um ser que chora
e ri sem saber!
Que vive o agora
com medo do novo amanhecer!
Alguém que implora
e que tem pressa de viver
mas que vive sem hora
e sem medo de morrer!

Serei de outro mundo?
Ou um eterno moribundo
Que sofre sem fim
Sem ter para onde ir
Sem saber de onde vim,
para onde vou
e o que há em mim.
Porque aqui estou?
Porque vento não me levou?

Porque me persegue a tortura?
Como adoçar essa amargura?
Nesta vida tão dura
onde o sofrimento perdura
e a verdade nua e crua
anda mascarada pela rua!

Porquê tanto porquê??
Se nada é como se vê,
se nada é o que se crê...

Afinal... Quem sou eu???

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Page 1 - Pura e simplesmente...

Dear diary,

Antes de mais uma boa Páscoa!

Neste dia em que se celebra a morte e ressurreição de Nosso Sr. Jesus Cristo, decidi também eu "ressuscitar" para a vida... Para o meu mundo!

Todos os dias há algo que nos faz rir/chorar/reflectir e ficamos com vontade de desabafar, falar, partilhar este "algo" ou, pura e simplesmente, "disparatar" para esquecer o "algo" ou porque apetece e ponto!

Também acontece que, por vezes, não conseguimos dizer o que queremos ou, pura e simplesmente, não podemos!

E vão se acumulando "coisas" no nosso interior e mais "coisas" até que chega um dia que parece que não dá mais! Chega um dia que gritamos BASTA! Quando este dia chega... tudo pode acontecer!

Assim, como forma de desanuvio, ou, pura e simplesmente, por lazer e vontade de escrever, ou distrair-me com outras coisas, decidi criar este blog intitulado de "My deepest secret diary!".

Apesar do nome, não significa que vá expor minha vida para "todo o mundo"! Apenas irei deixar a criatividade fluir e criar um diário "semirreal" ou, pura e simplesmente, nada real ou muito real!

Nunca serão usados nomes verdadeiros, serão, se necessário, usadas letras aleatórias e as histórias, ou whatever o que venha a escrever, podem não corresponder à minha realidade, mas, sim, ser apenas histórias! Apeteceu escrever, escrevi e ponto!
 
Ou seja, não será "lavada roupa suja" e qualquer semelhança com a realidade é mera coincidência (ou não, mas, nunca será intenção de despeitar ninguém).

As próximas páginas do diário estão quase prontas! (Foram talvez até elas que incentivaram para a criação do Meu diário secreto mais profundo!)

Escrever faz bem!

Escreve muito!

Vira a página!!! ;)