E depois de pesquisas e perseguições e encontros e
desencontros, a miúda decidiu agir!
Acabaram-se as perseguições e pesquisas!
Encheu-se de coragem e meteu conversa com E. (o presumível “gémeo do Xavier”). Falaram
imenso: sobre a escola (até sobre o tal prof com ar muito severo [porque
descobriram que ambos eram alunos dele], que se tinha tornado o prof preferido
da miúda), sobre seus hobbies, etc.
No entanto, com o passar do tempo cada vez
havia menos assuntos para se falar o encanto que a menina tinha pelo “Xavier” começou a desaparecer, até porque ele não era o Xavier!
Mas o desaparecimento do encanto não foi por falta de “ajudas” das colegas. Sim, era uma “festa”
para elas o tentar juntar a miúda a alguém, e, claro que E. na altura era esse
alguém. Quando viam E. vir ao longe, de repente, os lugares eram todos
ocupados e estranhamente ficava só um livre, precisamente ao lado da miúda. E,
como se não bastasse, quando E. se sentava no dito lugar, alguém tinha a brilhante
ideia de mudar de lugar e ir sentar-se ao pé da miúda empurrando-a para junto
do E.! Por vezes, ficava ela “à laia” de sardinha enlatada entre ele e alguma
das “ajudantes” enquanto se jogava as cartas. Era a forma de passar tempo (intervalos,
almoços e “furos”) e de manter os 2 grupos juntos, E. e seus colegas de turma e
o grupo da miúda e suas colegas de turma, tornando-os num só grande grupo! (E que grupo!) E,
como dizia o E. “não é preciso saber jogar às cartas, é atirar uma para a mesa
e já está”. Lá sentido de humor tinha ele! Não interessava jogar para ganhar,
mas, sim, jogar para divertir!
Provavelmente, foi este sentido de humor que
atraiu a C. (C. de careca!). C. era a rapariga com a mania de querer ser sempre o centro das atenções. Queria os rapazes todos para si. Mal sabia ela onde se estava a meter dessa vez! The wrong guy! Assim que a
miúda se apercebeu que E. era uma das suas presas (sim, tinha muitas!), uí!
E por falar em “presas”, um dos amigos de E. era bem
engraçado e pelos vistos inteligente! Foi dos poucos que não caiu nas “garras”
de C. No entanto, tinha um certo interesse por uma das colegas da miúda mas a “burra”
deu de “coice”. Era parecida à C., mas mais seletiva. Adorava dar “de coice” e
fazê-los parecer cachorros atrás de si (usava, abusava e deitava-os fora!). (Enfim viesse o diabo e escolhesse uma das duas! Até porque não interessam nada para a história!) Mas desde que a dita "burra" (para não chamar outra coisa) não se metesse com E. tudo bem. Agora a C…. Ui
essa estava a caminhar para uma estrada perigosa, estava a aproximar-se um
futuro nada “cabeludo”.
E foi assim… Perseguições, cartas, anedotas, histórias e
vontade de “arrancar” cabelos, de deixar meninas “Chico-espertas” carecas! (O C.
sem duvida até que assenta muito bem! C. de careca, de Chico-esperta… E mais
não digo!)
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