Costuma-se dizer que o segredo é a alma do negócio e a
inveja mata. Realmente desde que a menina contou a sua história da “bertinha”
nunca mais viu o dito-cujo “Ai jesus”.
Bem tentou, mas parece que ele evaporou!
Houve um dia até que mesmo sob aquela chuvinha miudinha “molha-tolos” a miúda
esperou pela “bertinha” mas nada. Desapareceu do mapa! Mas ao menos o nome dele
ela chegou a descobrir. Ai não era?
E os dias passaram, a chuva se foi, o verão começou, as
aulas estavam a terminar e, antes que fosse cada um para seu lado, uma ida à
piscina foi combinada.
Entre A, B e C, tudo “malta” conhecida, aparece G., amigo de
B. (Diga-se já que um giraço daqueles não passou despercebido. Era daqueles
típicos para “paixões platónicas”.) E estão todos dentro de água na brincadeira
enquanto a menina os observa sentada na sua toalha.
De repente alguém tem a (in)feliz ideia de jogar ao
“empurra”. O jogo consistia em 2 pessoas, às cavalitas de outras duas, se
empurrarem mutuamente até uma cair à água, tornando a outra vencedora. A menina
que era pequena e leve foi logo a eleita para ir para as cavalitas. Com medo de
ir à água, e depois de muita insistência de todos, lá foi ela. Foi para as
cavalitas de quem? Precisamente, do G.!
E começou o jogo! "Empurra para cá", "empurra para lá" e eis que
a adversária cai à água. Todavia, por motivos não apurados, o G.
desequilibra-se e lá vai a vencedora à água também! Agora é que se entornou o caldo! Desgraça quase feita!
Muito aflita, a menina queria voltar à superfície e, sem se
aperceber, com o pânico, agarrou-se ao pescoço de G. a ver se não ia ao
fundo. Pobre giraço! Quase se viu
afogado!
Todos já nas suas toalhas, está a menina muito envergonhada
a pedir desculpas pelo sucedido, mesmo estando G. bem e tendo dito que “não
fazia mal”, ela sentia-se mal. Afinal quase que a beldade se afogava!
E não houve mais brincadeiras, pelo menos dentro de água.
Mantiveram-se nas toalhas a conversar e a rir e, muito antes do sol se pôr, foi
cada um para seu lado.
Nunca mais a menina viu o G.! Bem tentou obter algum
contacto dele e falar com ele, mas, segundo B., ele estava bem e era apenas
isto que dizia.
Uma vez mais, apenas ficou o nome e mais uma história
“vexatória”! (Salve seja!)
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